Um tema superatual que vem tirando o sono dos profissionais de eventos…
Nos últimos meses, o cenário global tem trazido mudanças relevantes que impactam diretamente o planejamento e a execução de eventos corporativos.
Conflitos geopolíticos, especialmente no Oriente Médio, têm provocado restrições no espaço aéreo, aumento nos custos de combustíveis e instabilidade nas operações de companhias aéreas. Ao mesmo tempo, o mercado de viagens corporativas enfrenta pressão com o aumento das tarifas, sobretaxas pouco previsíveis e maior rigor nas políticas de segurança e deslocamento.
Esse contexto já está refletindo em decisões concretas das empresas:
- Redução ou replanejamento de viagens corporativas;
- Cancelamento ou adiamento de eventos presenciais;
- Migração para formatos híbridos;
- Necessidade de revisão de fornecedores e destinos.
Mas há um ponto adicional que exige ainda mais atenção: o cenário local no Brasil.
Além das variáveis globais, teremos um calendário altamente desafiador:
- Eleições;
- Concentração de feriados;
- Grandes eventos, como Fórmula 1, shows e feiras importantes.
O resultado já começa a aparecer no mercado:
- Escassez de espaços para eventos;
- Aumento significativo de preços;
- Alta demanda e menor disponibilidade de datas estratégicas.
Ou seja, não se trata apenas de reagir à geopolítica, mas de antecipar um cenário de pressão simultânea, global e local.
Diante desse contexto, o planejamento de eventos deixa de ser apenas operacional e passa a exigir:
- Maior antecedência;
- Análise de riscos geopolíticos e locais;
- Flexibilidade contratual;
- Escolha estratégica de destinos e fornecedores;
- Planos de contingência bem estruturados.
Empresas que se antecipam conseguem não apenas reduzir riscos, mas também garantir disponibilidade, controlar custos e maximizar resultados.
E você? Está preparado?
Por Eduardo Murad
Conselheiro Alagev