Durante a IMEX Frankfurt 2026, um dos estudos que mais chamou a atenção dos participantes foi uma pesquisa inédita conduzida pela SITE e pela Maritz, trazendo uma análise aprofundada sobre o impacto das viagens de incentivo entre diferentes gerações.
O levantamento ajuda a responder uma pergunta cada vez mais relevante para empresas e gestores: as viagens de incentivo continuam sendo uma ferramenta eficaz para engajar profissionais em um mercado de trabalho cada vez mais diverso?
A resposta é sim. Mas com algumas mudanças importantes.
A Geração Z já está participando — e quer ser reconhecida de outra forma
Durante muito tempo, as viagens de incentivo foram desenhadas com base em perfis relativamente homogêneos de participantes.
Hoje, essa realidade mudou.
A Geração Z já faz parte dos programas de incentivo e está conquistando espaço dentro das empresas. No entanto, o estudo mostra que esse público possui expectativas diferentes quando comparado a gerações anteriores.
A viagem continua sendo valorizada, mas a forma como ela é apresentada, comunicada e vivenciada precisa evoluir para atender novas demandas relacionadas a personalização, pertencimento e reconhecimento.
Viagem continua sendo o prêmio mais desejado
Em um cenário onde existem inúmeras opções de recompensas — dinheiro, cartões-presente, pontos, produtos e benefícios diversos — o estudo trouxe um dado relevante:
61% dos participantes consideram as viagens individuais extremamente motivadoras, tornando-as a recompensa mais valorizada entre todas as opções analisadas. As viagens em grupo aparecem logo em seguida.
O resultado reforça algo que o setor já percebe na prática: experiências continuam gerando mais impacto do que recompensas puramente financeiras.
Mais do que um prêmio, viajar representa conquista, reconhecimento e acesso a vivências que dificilmente seriam reproduzidas por outros formatos de incentivo.
O valor está na conquista, não apenas na viagem
Outro insight importante do estudo é que os participantes não enxergam as viagens apenas como uma recompensa.
Para 54% dos respondentes, a principal sensação associada à experiência é o sentimento de realização e conquista.
Esse dado ajuda a explicar por que programas de incentivo bem estruturados costumam gerar resultados tão expressivos.
A viagem se torna um símbolo tangível de reconhecimento profissional. Ela representa esforço, desempenho e superação de metas.
Em outras palavras, o significado da conquista pode ser tão importante quanto o destino escolhido.
O impacto para as empresas é mensurável
Um dos maiores desafios enfrentados por gestores é demonstrar o retorno dos investimentos realizados em programas de incentivo.
Nesse aspecto, o estudo apresentou indicadores bastante relevantes.
Entre os profissionais que participaram das viagens:
- 89% afirmaram sentir maior intenção de permanecer na empresa;
- 89% declararam maior lealdade à organização patrocinadora;
- 93% demonstraram interesse em conquistar novamente a experiência.
Os números reforçam o potencial das viagens de incentivo como ferramenta de retenção, engajamento e fortalecimento da cultura organizacional.
Um público mais diverso do que o mercado imaginava
Outro dado que chamou atenção foi o perfil dos participantes.
Historicamente, muitas empresas associam programas de incentivo principalmente às áreas comerciais.
No entanto, o estudo mostrou que essa percepção já não corresponde à realidade.
Cerca de 60% dos participantes atuam em áreas de operações ou tecnologia, enquanto menos de 10% pertencem às equipes de vendas.
Isso demonstra que as viagens de incentivo estão sendo utilizadas para reconhecer diferentes perfis profissionais e estimular resultados em áreas cada vez mais estratégicas para as organizações.
O que o mercado pode aprender com esses resultados?
Os dados apresentados na IMEX Frankfurt 2026 mostram que as viagens de incentivo continuam extremamente relevantes, mas também evidenciam a necessidade de evolução.
O desafio não é apenas oferecer experiências memoráveis.
É construir programas que dialoguem com diferentes gerações, valorizem conquistas individuais, fortaleçam o senso de pertencimento e gerem impacto real para pessoas e empresas.
Para a Geração Z, especialmente, o reconhecimento precisa ser percebido como autêntico, relevante e alinhado às suas expectativas de carreira e propósito.
O futuro dos incentivos será mais humano
Se existe uma conclusão clara a partir do estudo apresentado pela SITE e Maritz, é que as pessoas continuam valorizando experiências.
A tecnologia evolui, os modelos de trabalho mudam e novas gerações chegam ao mercado, mas o desejo de ser reconhecido, celebrar conquistas e viver momentos significativos permanece o mesmo.
A diferença está na forma como essas experiências serão desenhadas daqui para frente.
E para o setor de eventos e viagens corporativas, essa é uma oportunidade de criar programas cada vez mais relevantes, personalizados e capazes de gerar valor duradouro para todos os envolvidos.
Os insights apresentados neste artigo foram acompanhados pela equipe da ALAGEV durante a IMEX Frankfurt 2026, reforçando nosso compromisso de conectar o mercado brasileiro às principais tendências e discussões que estão moldando o futuro dos eventos e das viagens corporativas.