{"id":8119,"date":"2026-04-29T10:54:06","date_gmt":"2026-04-29T13:54:06","guid":{"rendered":"https:\/\/alagev.org\/?p=8119"},"modified":"2026-04-29T10:54:06","modified_gmt":"2026-04-29T13:54:06","slug":"a-alta-do-qav-mudou-o-jogo-cortar-viagens-e-o-movimento-errado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alagev.org\/en\/a-alta-do-qav-mudou-o-jogo-cortar-viagens-e-o-movimento-errado\/","title":{"rendered":"A alta do QAV mudou o jogo. Cortar viagens \u00e9 o movimento errado."},"content":{"rendered":"<p><em>O mercado corporativo entrou em um novo ciclo. Quem tratar a crise como conjuntural vai gastar mais e decidir pior.<br \/>\n<strong><br \/>\nO cen\u00e1rio: o<\/strong><\/em><strong>\u00a0choque n\u00e3o \u00e9 conjuntural. \u00c9 estrutural.<\/strong><\/p>\n<p><em>A combina\u00e7\u00e3o entre tens\u00f5es geopol\u00edticas, alta do petr\u00f3leo e restri\u00e7\u00f5es operacionais no transporte a\u00e9reo criou um ambiente novo para empresas que dependem de viagens.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-8132\" src=\"https:\/\/alagev.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-300x130.png\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/alagev.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-300x130.png 300w, https:\/\/alagev.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-18x8.png 18w, https:\/\/alagev.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17.png 331w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, as passagens a\u00e9reas subiram 17% em apenas dois meses. Em rotas long-haul, os aumentos acumulados oscilam entre 50% e 150%. Tarifas Londres\u2013Singapura mais que dobraram. Frankfurt\u2013Mumbai praticamente duplicou. Mas o dado mais importante n\u00e3o est\u00e1 no pre\u00e7o \u2014 est\u00e1 no comportamento das companhias a\u00e9reas.<\/p>\n<p>Elas j\u00e1 passaram a tratar o novo patamar de custo como <strong>baseline<\/strong>, n\u00e3o como desvio. Revisam tarifas em janelas quinzenais. Cortam frequ\u00eancias. Implementam fuel surcharges mais agressivos. Reduzem capacidade em rotas estrat\u00e9gicas. A estimativa de normaliza\u00e7\u00e3o \u2014 se \u00e9 que haver\u00e1 \u2014 passa de um ano.<\/p>\n<h5><em><strong>O ERRO MAIS COMUM<br \/>\n<\/strong>O mercado n\u00e3o est\u00e1 esperando voltar ao que era. Est\u00e1 se reorganizando para operar no patamar atual.<\/em><strong><br \/>\n<\/strong><\/h5>\n<h3>Apertar o controle custa mais caro.<\/h3>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o reflexo mais comum da gest\u00e3o corporativa \u00e9 o errado: cortar viagens, for\u00e7ar tarifas baratas, bloquear exce\u00e7\u00f5es. Parece controle. \u00c9 o oposto.<\/p>\n<p>Esse tipo de resposta produz um ciclo previs\u00edvel de inefici\u00eancia. Tarifas baratas s\u00e3o as mais restritivas \u2014 geram mais remarca\u00e7\u00f5es, multas e bilhetes perdidos. Exce\u00e7\u00f5es explodem em modo emergencial, com aprova\u00e7\u00f5es fora de padr\u00e3o. Executivos acabam em rotas mais longas, com mais conex\u00f5es, menos produtivos. No fim, o custo unit\u00e1rio at\u00e9 parece menor. O custo total da jornada aumenta.<\/p>\n<p>\u00c9 a armadilha cl\u00e1ssica da rigidez em cen\u00e1rio vol\u00e1til: quanto mais se tenta controlar o pre\u00e7o pontual, mais se perde o custo total.<\/p>\n<h4><em>A virada: <\/em>De controle para gest\u00e3o inteligente.<\/h4>\n<p>O momento pede a virada contr\u00e1ria. Pol\u00edtica de viagens deixa de ser ferramenta de controle e passa a ser instrumento de gest\u00e3o financeira, de risco e de duty of care. Quatro movimentos concretos:<\/p>\n<p><strong>Flexibilidade como padr\u00e3o, n\u00e3o como exce\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Tarifas flex\u00edveis reduzem remarca\u00e7\u00f5es, multas e bilhetes perdidos \u2014 custos que raramente aparecem no relat\u00f3rio mensal, mas devoram o or\u00e7amento real.<\/p>\n<p><strong>Antecipa\u00e7\u00e3o como alavanca.<\/strong><\/p>\n<p>Em um mercado com menos oferta e tarifas mais vol\u00e1teis, comprar com 30+ dias de anteced\u00eancia para viagens internacionais deixou de ser boa pr\u00e1tica. Virou premissa.<\/p>\n<p><strong>Exce\u00e7\u00f5es governadas, n\u00e3o combatidas.<\/strong><\/p>\n<p>Cabine premium, rotas alternativas, flexibiliza\u00e7\u00f5es pontuais: tudo isso precisa existir com crit\u00e9rios claros e pr\u00e9-aprovados. Exce\u00e7\u00e3o sem governan\u00e7a \u00e9 caos. Regra sem exce\u00e7\u00e3o \u00e9 custo.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e7adas revisadas.<\/strong><\/p>\n<p>Processos de aprova\u00e7\u00e3o desenhados para um cen\u00e1rio est\u00e1vel travam decis\u00f5es cr\u00edticas em cen\u00e1rio vol\u00e1til. Reduzir fric\u00e7\u00e3o onde faz sentido \u00e9 parte da pol\u00edtica.<\/p>\n<h3><em>Tr\u00eas perguntas <\/em>para a sua empresa fazer agora<\/h3>\n<ol>\n<li>Minha pol\u00edtica de viagens foi desenhada <strong>antes ou depois de fev\/26<\/strong>? Se antes, est\u00e1 defasada.<\/li>\n<li>Meu time mede <strong>custo unit\u00e1rio<\/strong> (tarifa) ou <strong>custo total da jornada<\/strong>? S\u00e3o coisas diferentes. E a segunda \u00e9 a que importa.<\/li>\n<li>Meus executivos-chave t\u00eam <strong>documenta\u00e7\u00e3o e vistos em dia<\/strong> para rotas alternativas? Em um mercado com oferta reduzida, flexibilidade documental \u00e9 vantagem competitiva.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>A efici\u00eancia em viagens corporativas, neste ciclo, n\u00e3o est\u00e1 em viajar menos. Est\u00e1 em <\/strong><strong><em>decidir melhor<\/em><\/strong><strong> quando, como e por que viajar.<br \/>\n<\/strong>Viagens corporativas deixaram de ser um problema de execu\u00e7\u00e3o. Viraram um problema de decis\u00e3o.<em><\/p>\n<p><\/em>Por Nando Vasconcellos<br \/>\n<em>Conselheiro Alagev<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado corporativo entrou em um novo ciclo. Quem tratar a crise como conjuntural vai gastar mais e decidir pior.<\/p>","protected":false},"author":8,"featured_media":8134,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8119"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8133,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8119\/revisions\/8133"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8134"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alagev.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}