{"id":7698,"date":"2025-12-04T19:53:48","date_gmt":"2025-12-04T22:53:48","guid":{"rendered":"https:\/\/alagev.org\/?p=7698"},"modified":"2026-01-13T11:02:42","modified_gmt":"2026-01-13T14:02:42","slug":"as-tendencias-do-setor-de-viagens-e-eventos-corporativos-para-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alagev.org\/en\/as-tendencias-do-setor-de-viagens-e-eventos-corporativos-para-2026\/","title":{"rendered":"As tend\u00eancias do setor de viagens e eventos corporativos para 2026"},"content":{"rendered":"<p>O setor de viagens corporativas encerra 2025 em um dos momentos mais s\u00f3lidos de sua hist\u00f3ria. De janeiro a setembro, as empresas brasileiras investiram R$ 106,5 bilh\u00f5es em deslocamentos profissionais, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Alagev. O n\u00famero representa crescimento de 6,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e aponta para um encerramento de 2025 com R$ 144 bilh\u00f5es movimentados, a maior marca j\u00e1 registrada. Esses resultados, somados ao recorde de movimenta\u00e7\u00e3o em setembro, R$ 13,4 bilh\u00f5es no m\u00eas e 8,5 milh\u00f5es de passageiros transportados, oferecem um panorama claro sobre o que podemos esperar de 2026.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s anos de transforma\u00e7\u00f5es profundas, o mercado deixou de falar em \u201cretomada\u201d para entrar definitivamente em um ciclo de consolida\u00e7\u00e3o. O que vemos agora \u00e9 um setor mais maduro, orientado por dados, com empresas que entendem o papel estrat\u00e9gico da presen\u00e7a f\u00edsica nos neg\u00f3cios. Reuni\u00f5es, treinamentos, visitas a clientes, congressos e grandes feiras voltaram a ocupar um lugar central na agenda corporativa. A for\u00e7a desse movimento pode ser explicada por um fator simples: a intera\u00e7\u00e3o presencial acelera decis\u00f5es, fortalece v\u00ednculos e abre oportunidades que o ambiente virtual n\u00e3o consegue replicar. Por isso, mesmo com a economia brasileira avan\u00e7ando em um ritmo moderado, o interesse em viajar para trabalhar continua aumentando e ocupando lugar estrat\u00e9gico nas empresas dos mais diferentes portes e setores.<\/p>\n<p>A estabilidade nos custos tamb\u00e9m ajuda a explicar a curva ascendente. Em setembro, o pre\u00e7o m\u00e9dio das passagens a\u00e9reas ficou em R$ 717, um patamar muito pr\u00f3ximo do registrado no ano anterior, o que garante previsibilidade no planejamento das empresas. A hotelaria acompanha esse movimento: a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o subiu de 64% para 67% em um ano, pressionando a di\u00e1ria m\u00e9dia, que avan\u00e7ou mais de 6% segundo an\u00e1lise do F\u00f3rum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). Esse equil\u00edbrio de tarifas vem sendo influenciado pela infla\u00e7\u00e3o mais baixa, pela valoriza\u00e7\u00e3o do real e pela maior competi\u00e7\u00e3o entre fornecedores, elementos que devem se manter presentes em 2026.<\/p>\n<p>Outro ponto relevante \u00e9 o comportamento das viagens internacionais. O tarifa\u00e7o americano, que gerou preocupa\u00e7\u00f5es, acabou produzindo impacto menor do que o esperado. O fluxo entre Brasil e Estados Unidos segue aquecido, impulsionado pelo retorno das negocia\u00e7\u00f5es presenciais e pela necessidade de ampliar conex\u00f5es globais.<\/p>\n<p>Tudo isso nos permite afirmar que a tend\u00eancia para 2026 \u00e9 de um crescimento ainda mais expressivo, j\u00e1 que h\u00e1 uma agenda econ\u00f4mica internacional mais favor\u00e1vel, com empresas buscando inova\u00e7\u00e3o, tecnologia, capacita\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o comercial.<\/p>\n<p>A tecnologia ter\u00e1 um peso cada vez maior na gest\u00e3o das viagens corporativas. No pr\u00f3ximo ano, veremos mais empresas adotando intelig\u00eancia artificial para otimizar custos, prever demandas, reduzir riscos e integrar toda a jornada do viajante aos seus sistemas internos. Automatiza\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios, maior precis\u00e3o nas pol\u00edticas de\u00a0<em>compliance<\/em>\u00a0e plataformas unificadas que conversam umas com as outras ser\u00e3o elementos centrais desse novo momento. A tecnologia n\u00e3o substitui a necessidade das viagens presenciais, mas ela simplifica a gest\u00e3o, aumenta a efici\u00eancia e assegura que as viagens corporativas sejam decis\u00f5es estrat\u00e9gicas e n\u00e3o operacionais.<\/p>\n<p>O crescimento do setor tamb\u00e9m acende um alerta para a capacidade dos destinos brasileiros. Com ocupa\u00e7\u00e3o elevada na hotelaria e um calend\u00e1rio cada vez mais cheio de feiras e congressos, a press\u00e3o por espa\u00e7os, servi\u00e7os e infraestrutura ser\u00e1 maior em 2026. Cidades que investirem em equipamentos modernos, qualifica\u00e7\u00e3o profissional, conectividade, transporte urbano e incentivos ao turismo de neg\u00f3cios se destacar\u00e3o nacional e internacionalmente. O Brasil possui destinos altamente competitivos, mas o ritmo de demanda exige uma agenda cont\u00ednua de investimento.<\/p>\n<p>A profissionaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria \u00e9 outro fen\u00f4meno que deve se intensificar. O setor aprendeu muito com os \u00faltimos anos e hoje opera de maneira mais integrada, qualificada e orientada por dados. Gestores de viagens, fornecedores, organizadores de eventos e empresas est\u00e3o mais alinhados, construindo pol\u00edticas claras, medindo resultados e adotando pr\u00e1ticas mais eficientes. Esse amadurecimento tem impacto direto na produtividade das organiza\u00e7\u00f5es e na competitividade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Todas essas tend\u00eancias moldam um cen\u00e1rio promissor para 2026. A economia deve entrar em um ciclo de crescimento moderado, mas consistente, estimulada por fatores eleitorais, poss\u00edveis redu\u00e7\u00f5es nas taxas de juros e maior volume de investimentos corporativos. Isso significa mais reuni\u00f5es, negocia\u00e7\u00f5es, eventos e oportunidades de neg\u00f3cios em todo o pa\u00eds. E \u00e9 justamente esse conjunto de fatores que refor\u00e7a a import\u00e2ncia do setor de viagens corporativas como um pilar estrat\u00e9gico da economia brasileira, uma engrenagem que movimenta destinos, aquece cadeias produtivas inteiras e impulsiona resultados que v\u00e3o muito al\u00e9m do faturamento direto.<\/p>\n<p>Como diretora-executiva da Alagev, acompanho diariamente a for\u00e7a dessa ind\u00fastria e vejo com entusiasmo o que est\u00e1 por vir. O setor est\u00e1 preparado para um novo ciclo: mais inteligente, integrado, orientado por dados e, acima de tudo, consciente do seu papel estrat\u00e9gico. Se 2025 foi o ano da consolida\u00e7\u00e3o definitiva, 2026 ser\u00e1 o ano da expans\u00e3o qualificada, um per\u00edodo em que as viagens e os eventos corporativos continuar\u00e3o a conectar pessoas, impulsionar neg\u00f3cios e gerar valor para todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong><em>* Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor de viagens corporativas encerra 2025 em um dos momentos mais s\u00f3lidos de sua hist\u00f3ria. De janeiro a setembro, as empresas brasileiras investiram R$ 106,5 bilh\u00f5es em deslocamentos profissionais, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Alagev. 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